As pessoas já entenderam que a internet é “device agnostic”
21-03-2012 07:26Se você utiliza, no dia a dia, diversos dispositivos para consumir notícias – um pouco no celular, no tablet, e mais um pouco no desktop no trabalho -, saiba que esse hábito é cada vez mais comum.
É o que mostra a edição 2012 do State of the News Media , estudo anual que mostra tendências na área de jornalismo, produzido pelo Pew Research Center.
Voltado ao mercado americano, o relatório geralmente não traz muitas novidades, contudo valida no campo do jornalismo tendências que estão se tornando ou já são comuns em outros setores.
Uma delas é esse hábito crescente de as pessoas utilizarem não apenas um, mas diversos dispositivos para consumir conteúdo jornalístico.
Quem apostava que as pessoas migrariam para um único dispositivo – do desktop para o celular -, precisou rever os conceitos. Na realidade, as pessoas estão passando a utilizar diversos dispositivos ao mesmo tempo – smartphones, tablets, laptops – sem deixar o desktop de lado.
Ou seja, as pessoas já absorveram o conceito de que a internet é “device agnostic “. Tudo que é intermediado por ela praticamente pode ser acessado de qualquer dispositivo e objeto – TVs, celulares, brinquedos, carros, vídeo-games, roupas, mobiliário etc.
Segundo o State of the News Media , em média, 9% do tráfego dos sites de notícias vem de plataformas de redes sociais, como Twitter e Facebook.
A chamada “social media” é um complemento a outras fontes de tráfego. Algo normal e esperado. Tradicionalmente, o tráfego na internet é formado por um mix de várias fontes que são trabalhadas em conjunto – tráfego direto, vindo dos mecanismos de busca, blogs, APIs, e, claro, proveniente de plataformas de redes sociais.
Outra questão levantada pelo estudo é que uma minoria das pessoas (9%) utiliza as plataformas de redes sociais para acessar informação jornalística. A maioria (36%) acessa esse tipo de conteúdo diretamente nos sites de notícias. Constatação do relatório que também não é alarmante. Estudos e pesquisadores vêm mostrando que as pessoas estão, acima de tudo, nas plataformas de redes sociais para se comunicar e não para consumir conteúdo jornalístico.
A maioria das pessoas trata as plataformas de redes sociais como “utilitários de comunicação“.
Um ponto interessante é que o estudo ratifica, uma vez mais, uma tendência que foi destacada naedição de 2011. De maneira crescente, as empresas de tecnologia – Google, Apple, Amazon – estão atuando como intermediárias no campo do jornalismo.
É, portanto, a segunda vez que o relatório trata software como mídia . As pessoas utilizam softwares não somente como se estivessem acessando mídia, mas por que eles estão se tornando um dos principais intermediários da comunicação e da produção de conteúdo.
Fonte: Tiago Dória
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